
Teu corpo é fruta mais que gostosa
Que saboreio da casca até o sumo
De tanto ir, minha boca sabe o rumo
Da tua delícia melindrosa
Ah! Teu corpo! Que doce pecado
Nele me sacio de tanto prazer
Sem ter sequer, o receio de querer
Ou mesmo possuir algo errado
Mas teu corpo é vida errante
Vive de momentos, vive de instantes
Não tem raízes e não vê fronteiras
Quer sim a liberdade para então ousar
A entrega possuir, mas não se entregar
Teu corpo enfim, é nuvem passageira
**Eva**
Fauno Barberini
(1726)
Cópia em mármore de Èdme Bouchardon
Museu do Louvre, Paris
(cópia de cópia romana de original grego de c.220 a.C.)
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