terça-feira, 28 de julho de 2009

Teu Corpo



Teu corpo é fruta mais que gostosa
Que saboreio da casca até o sumo
De tanto ir, minha boca sabe o rumo
Da tua delícia melindrosa

Ah! Teu corpo! Que doce pecado
Nele me sacio de tanto prazer
Sem ter sequer, o receio de querer
Ou mesmo possuir algo errado

Mas teu corpo é vida errante
Vive de momentos, vive de instantes
Não tem raízes e não vê fronteiras

Quer sim a liberdade para então ousar
A entrega possuir, mas não se entregar
Teu corpo enfim, é nuvem passageira

**Eva**

Fauno Barberini
(1726)
Cópia em mármore de Èdme Bouchardon
Museu do Louvre, Paris
(cópia de cópia romana de original grego de c.220 a.C.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário